
O que é Catarata?
Nosso olho possui internamente uma lente natural denominada cristalino, responsável pela focalização da imagem na retina para uma visão nítida. A catarata é o nome dado ao cristalino opacificado, ou seja, ao invés desta lente ser transparente como deveria ser em condições normais, ela se torna amarelada, envelhecida, dificultando a passagem da luz através dela.
A catarata é muito mais comum com o envelhecimento e, portanto, as chances são maiores em pessoas acima de 50 anos. Contudo, existem recém-nascidos que já apresentam a doença, a chamada catarata congênita. Outros fatores que podem acelerar o processo de opacificação do cristalino incluem o diabetes, doenças da tireóide, tabagismo, alcoolismo, uso de medicações (principalmente Corticoides), traumas oculares (contusos ou perfurantes) e mesmo inflamações oculares como nas Uveítes. Ou seja, qualquer pessoa e em diferentes idades pode apresentar catarata.
Em fases iniciais, a catarata dificilmente é notada pelo seu portador. Com o avanço da doença, a visão vai se tornando embaçada, com menor nitidez, dificultando a visão adequada das cores, e muitas vezes leva a necessidade mais frequente da troca do grau dos óculos. Importante saber também que é um processo indolor, e não deve ser confundida com o pterígio, que é a famosa “pelinha” que cresce na superfície externa do olho.
Sim. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a catarata é responsável por 47,8% dos casos de cegueira no mundo. A boa notícia é que se trata de uma cegueira reversível, ou seja, com o tratamento cirúrgico a visão é restabelecida.
Como dito anteriormente, a principal causa da catarata é o envelhecimento, logo não há prevenção nesse sentido. Porém, hábitos de vida saudáveis como alimentação balanceada, prática de atividades físicas, evitar o tabagismo e ingestão alcoólica excessiva retardam seu surgimento. Assim como bom controle do diabetes, evitar uso de corticoides e medidas de segurança contra traumas oculares.
A catarata não pode ser notada a olho nu, mas pode facilmente ser diagnosticada pelo oftalmologista em consulta de rotina, através do exame biomicroscópico em lâmpada de fenda. Com a dilatação da pupila utilizando colírios específicos, ela fica ainda mais evidente e assim o médico pode caracterizá-la de forma mais detalhada.
O tratamento é feito unicamente através de cirurgia, não existindo colírios, medicamentos ou exercícios que curem a doença.
Não necessariamente. A indicação da cirurgia deve ser sempre um consenso entre o médico oftalmologista e o paciente e seus familiares/responsáveis. Caso a catarata não esteja causando nenhuma outra doença no olho devido ao seu tamanho, o paciente pode decidir em qual momento da vida deseja operar, levando em conta principalmente o impacto da piora visual no seu dia-a-dia.
O objetivo da cirurgia de catarata é restabelecer um meio transparente para a passagem da luz nos olhos. Isso é feito por meio da retirada do cristalino opaco (catarata), e sua substituição por uma lente intraocular artificial transparente.
A cirurgia é feita em ambiente de centro cirúrgico com os equipamentos e materiais oftalmológicos específicos para sua realização.
Do ponto de vista do paciente, é uma cirurgia relativamente simples, pois não exige internação hospitalar, é indolor, dura em média de 15 a 20 minutos e em geral apresenta uma recuperação visual também rápida. Do ponto de vista do médico, é uma cirurgia complexa, pois exige um treinamento prolongado e bastante cautela para sua realização.
Atualmente devido à evolução da técnica e aos modernos equipamentos utilizados é uma cirurgia bastante segura e com altos níveis de satisfação, sendo a cirurgia oftalmológica mais realizada no mundo.
Sim, com a retirada do cristalino, que é a lente natural do olho, devemos substituí-lo por uma lente artificial permanente, chamada Lente intraocular (LIO), já que o contrário causaria uma visão completamente embaçada.
A escolha dessa lente é um momento fundamental, pois ela não apenas cura a catarata, mas também pode corrigir outros problemas de visão (como miopia, hipermetropia e astigmatismo), reduzindo ou até eliminando a necessidade de usar óculos.
Os principais tipos de LIO são:
Essas são as lentes mais tradicionais e amplamente utilizadas. Como o nome sugere, elas oferecem excelente nitidez para apenas uma distância — que quase sempre é a visão de longe.
Diferente da monofocal comum, que foca apenas em um ponto exato para longe, a monofocal plus possui uma tecnologia óptica que suaviza e amplia ligeiramente o campo de visão. Ela mantém a qualidade de imagem excelente para longe, mas estende a visão para a distância intermediária.
São lentes de tecnologia mais recente que esticam o foco de visão, criando uma transição suave entre a visão de longe e a intermediária.
Essas lentes são projetadas com múltiplos anéis de foco para oferecer nitidez em três distâncias principais: longe, intermediária e perto.
O astigmatismo é uma imperfeição na curvatura da córnea que deixa a visão embaçada para todas as distâncias. As lentes tóricas são versões especiais das lentes descritas acima (podem ser monofocais tóricas, de foco estendido tóricas ou multifocais tóricas).
Não existe uma lente "melhor" de forma absoluta, mas sim a lente ideal para o seu caso. A escolha depende de fatores como:
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